"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Alasca Young em "Quem é você, Alasca?"
É verdade o que ela diz. Pelo menos quando aplicado a minha vida.
Não sei exatamente qual é o problema, não consigo descobrir. Fico fantasiando o dia em que tudo mudará. Uso a desculpa, de que se eu esperar pacientemente tudo ficará legal, como uma forma de levantar de manhã, dia após dia.
Preciso urgentemente mudar as coisas, escolher uma direção e andar firme nela. A questão é que nunca fui muito firme com as promessas que faço a mim mesmo.
Talvez eu esteja esperando que alguém me tire do labirinto. Que um dia eu acorde, venha alguém, me puxe pela mão e diga "olha só, chega! Faça isso, faça aquilo. Abandone isso", etc.
É claro que no fundo eu sei que ninguém o fará por mim. Eu preciso criar coragem - seria esse o termo mais adequado? Não me sinto acovardado - e tomar o papel principal na minha vida. Abandonar essa posição de coadjuvante de meus próprios atos.
Ficar com auto piedade não ajuda em muita coisa. Mas como fazer para não ficar me lamentando? Tá eu reconheço que é errado e que isso só me afunda ainda mais, mas o que devo fazer para não ter esse tipo de pensamento?
Enfim, acho que pensar (e fantasiar) demasiadamente no futuro não é muito saudável... é mais uma forma diferente de nostalgia que qualquer outra coisa.