The biggest mistake I made was believing that if I cast a beautiful net, I'd catch only beautiful things.
The OA
- As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza.
"O que poderia ser um simples brado da palavra 'não' é distorcido em algo maior pelo vento quando Celia grita. A agonia da voz dela dilacera Marco como todas as lâminas da coleção de Chandresh combinadas".
- O circo da noite; Erin Morgenstern
"Não tenho mais nenhum compromisso com aqueles monstros chamados seres humanos. Eu mesma me desprezo por fazer parte deles. Acho que Peeta tinha certa razão quando disse que poderíamos destruir uns aos outros e deixar que outras espécies decentes assumissem o planeta. Porque há algo significativamente errado com uma criatura que sacrifica as vidas de seus filhos para resolver suas diferenças. Para onde quer que você se vire, você enxergará esse tipo de visão de mundo".
Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser. Quando os adultos dizem: "Os adolescentes se acham invencíveis", com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem o quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, não morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e fracassar. Mas essa parte que é maior que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar.Quem é você, Alasca? - John Green
"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Era muito provável que eu nunca mais fosse ver o oceano de uma altura de trinta mil pés de novo, uma distância tão grande que não dá nem para distinguir as ondas, nem nenhum barco, de um jeito que faz o oceano parecer um enorme e infinito monólito. Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele. Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.A culpa é das estrelas - John Green
E mesmo se você conseguir chegar aos noventa anos, deve dar essa mesma sensação - embora eu inveje as pessoas que têm a oportunidade de comprovar isso. Mas, pensando bem, eu já tinha vivido o dobro do tempo que a filha do Van Houten. O que ele não teria dado para ter uma filha morta aos dezesseis anos...
- Então o que a gente devia fazer nos nossos últimos dias?
- Só quero passar todos os minutos possíveis do resto da minha vida com você - responde Peeta.
- Vem cá, então - digo, puxando-o para o meu quarto.
Parece um grande luxo dormir novamente com Peeta. Não havia percebido até agora o quanto estava sedenta de contato humano. Da sensação de tê-lo ao meu lado no escuro. Gostaria muito de não ter desperdiçado as últimas noites evitando-o. Mergulho no sono, envolvida em seu calor, e quando abro novamente os olhos, a luz do sol está entrando pelas janelas.
- Sem pesadelos - diz ele.
- Sem pesadelos - confirmo. - E você?
- Nada. Já tinha esquecido de como era uma verdadeira noite de sono.
Ficamos deitados por um tempo, sem nenhuma pressa para começar o dia. Amanhã à noite será a entrevista na televisão, então hoje Effie e Haymitch vão passar o dia nos orientando. Mais salto alto e comentários sarcásticos, acho. Mas então a ruiva Avox entra com um bilhete de Effie dizendo que, devido à nossa recente turnê, tanto ela quanto Haymitch concordaram que sabemos nos comportar em público adequadamente. As sessões de treinamento foram canceladas.
- É mesmo? - diz Peeta, pegando o bilhete na minha mão e examinando-o. - Você sabe o que isso significa? Teremos o dia inteiro para nós dois.
- Mas é muito ruim a gente não poder ir a lugar algum - digo, em tom de lamentação.
- Quem disse que não?
O terraço. Pedimos um monte de comida, pegamos alguns cobertores e vamos direto para o terraço fazer um piquenique. Um piquenique de um dia inteiro no jardim repleto de sininhos do vento. Nós comemos. Ficamos deitados ao sol. Arranco algumas trepadeiras e uso o meu recém-adquirido conhecimento para dar nós e tecer redes. Peeta me desenha. Inventamos um jogo com o campo de força que cerca o terraço - um de nós joga uma maçã em cima do outro e a outra pessoa tem que pegá-la.
Ninguém nos perturba. No fim da tarde, deito-me com a cabeça no colo de Peeta e faço uma coroa de flores enquanto ele mexe nos meus cabelos, afirmando que está treinando fazer nós. Depois de um tempo suas mãos ficam paradas.
- O que é?
- Gostaria muito de poder congelar esse momento, bem aqui, nesse instante, e viver assim para sempre - diz ele.
Normalmente essa espécie de comentário, o tipo que indica seu eterno amor por mim, faz com que eu me sinta mal e culpada. Mas estou me sentindo tão aconchegada e relaxada, e além de qualquer preocupação com um futuro que jamais terei, que simplesmente deixo a palavra me escapar dos lábios:
- Tudo bem.
Posso ouvir o sorriso na voz dele.
- Então você permite?
- Permito.
Os dedos dele voltam para os meus cabelos e adormeço, mas ele me desperta para que eu vejo o pôr do sol. É uma espetacular tonalidade alaranjada por trás dos arranha-céus da Capital.
- Imaginei que você não fosse querer perder isso.
- Obrigada - digo. Porque consigo contar nos dedos o número de vezes em que vi o sol se pondo e não quero perder mais nenhum.
Não nos juntamos aos outros para o jantar e ninguém nos convoca.
- Estou contente. Estou cansado de deixar todo mundo triste ao meu redor - diz Peeta. - Todo mundo chorando. Ou Haymitch... - Ele não precisa continuar.
Ficamos no terraço até a hora de dormir e então voltamos em silêncio para o meu quarto sem encontrar ninguém.
- Então, para você, descrever uma bela mulher é tão simples quanto contemplá-la?O Nome do Vento, Patrick Rothfuss
Bast baixou os olhos e enrubesceu, e Kvothe pôs a mão em seu braço, com delicadeza, sorrindo:
- O meu problema, Bast, é que ela é muito importante. Importante para a história. Não consigo pensar num modo de descrevê-la sem ficar aquém da realidade.
- Acho... acho que entendo, Reshi - disse Bast em tom conciliatório. - Também a vi. Uma vez.
Kvothe reclinou-se na cadeira, surpreso.
- Foi mesmo, não é? Eu havia esquecido - disse. Pressionou a boca com as mãos. - E como você a descreveria?
Bast se iluminou ante essa oportunidade. Endireitando-se na cadeira, assumiu um ar pensativo por um momento e disse:
- Tinha orelhas perfeitas.- Fez um gesto delicado com as mãos. - Orelinhas perfeitas, como se tivessem sido entalhadas em... alguma coisa.
O Cronista riu, depois pareceu voltar atrás, como se tivesse surpreendido a si mesmo.
- Orelhas? - perguntou, como se não tivesse certeza de haver escutado direto.
- O senhor sabe como é difícil encontrar uma moça bonita com o tipo correto de orelhas - retrucou Bast com ar displicente.
O Cronista tornou a rir, parecendo achar mais fácil fazê-lo da segunda vez.
- Não. Tenha certeza de que não sei.
Bast lançou um olhar de profunda piedade ao colecionador de histórias.
- Bem, nesse caso, terá que aceitar minha palavra. As dela eram excepcionalmente bonitas.
Jack JohnsonWhen you're so lonely lying in bedNight's closed it's eyes but you can't rest your head
Everyone's sleeping all through the houseYou wish you could dream but forgot to somehowSing this lullaby to yourselfSing this lullaby to yourself
I pack my case, I check my face
I look a little bit older
I look a little bit colder
With one deep breath, one big step
I move a little bit closer, I move a little bit closer
For reasons unknown...
I caught my stride, I flew and flied
I know if destiny's kind, I've got the rest on my mind
Well my heart, it don't beat, it don't beat the way it used to
And my eyes, they don't see you no more
And my lips, they don't kiss, they don't kiss the way they used to
And my eyes don't recognize you no more
For reasons unknown
For reasons unknown